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Monumento ao Trabalhador (2022)

Instalação de 70 fotografias (6x6 cm) e 1 fotografia (10x8 cm),

display, lupa de olho, fone de ouvido e áudio em loop (1’57’’);

Área total da instalação: 15 m2.

Link para áudio: https://drive.google.com/file/d/1ZMBdVBYyCOCdTaGU_FcyblnbNI4BzQi3/view?usp=sharing


Sobre: A obra Monumento ao Trabalhador compõe-se de dois objetos: uma instalação fotográfica e um display (com fotografia, lupa-de--olho e caixa de som). Ambos os objetos partem da investigação sobre uma fotografia de Alois Feichtenberger, tirada em 1961durante a comemoração do Dia do Trabalho, 1o de Maio em Goiânia. Na imagem encontra-se uma multidão em torno do

Monumento ao Trabalhador, erguido em memória dos construtores da capital, em 1959. O monumento foi depredado em 1969, no contexto do AI-5, pelo Comando de Caça aos Comunistas e demolido definitivamente pela Prefeitura de Goiânia, em 1989.

A partir de um procedimento de scanning e de sucessivos recortes da imagem disparadora, formou-se uma conjunto de 86 fotografias com rostos destes trabalhadores. Este procedimento é simulado no display da obra, suporte onde localizam-se a imagem disparadora, uma lupa–de-olho com aumento de 10x (que poderá ser usada pelo público para percorrer a imagem), e uma caixa de som, de onde poderá se ouvir um áudio com o texto abaixo (segue também o link com a gravação). O outro objeto consiste em uma instalação fotográfica com as 86 fotografias recortadas da imagem, que fixadas horizontalmente na parede perfazem uma linha de 10,3 metros de extensão.



Texto Áudio:

Celebração do dia do Trabalho, Primeiro de maio, Goiânia, 1961. Nas faixas erguidas podemos ler: "Salve 1º de Maio, Sindicato dos Oficiais, Alfaiates e Costureiras", "Salve 1ª de Maio, Associação Profissional dos Músicos. “Salve o dia da união Universal dos Trabalhadores na Luta por suas Reinvindicações". Ao fundo vemos o Monumento ao Trabalhador, erguido em 1959, homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras que construíram a capital de Goiás. Desde meados de 1934 até fins de 1938, foram registrados nas construtoras de 4.000 a 5.000 operários. Nesse mesmo período, ocorreram cerca de vinte greves, ou tentativas de greves por salários atrasados. Em 1969, meses após a promulgação do AI-5, o Comando de Caça aos Comunistas (CCC) derramou piche sobre os dois painéis que compõem a obra nomeados: "o mundo do trabalho" e "a luta dos trabalhadores". Duas décadas se passaram com a presença do monumento depredado, até que a Prefeitura de Goiânia empenhou a demolição integral da estrutura em concreto e instalou no local um conjunto de 22 palmeiras imperiais.




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